Monday, March 29, 2010

Março.

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

E assim se percebe o quão verdadeiramente estúpidos somos. Não fazemos nada do que aí está. Acostumamo-nos com o que não nos faz feliz, alagamos o nosso coração em esperanças, pensamos que nunca iremos precisar de voltar atrás. Hoje, está tudo errado e não sei como recomeçar. Até ficar tudo certo, ainda vou cometer tantas asneiras. Se sentir saudades, mato-as? Devem estar a brincar! Nunca soube fazer isso… Não seria agora que ia aprender. Já o achei e hoje sinto que o perdi, sem saber como não me perder ou simplesmente sem saber segurá-lo.

Daniela, Março ou outro mês qualquer.

Tuesday, March 23, 2010

Devia ficar quieta mais vezes.



"Devia ter ficado quieta mais vezes, devia ter respeitado o teu silêncio e o teu espaço, deixar-te em paz em vez de te pedir o mundo, porque iria sempre amar-te, estivesses ou não ao meu lado, porque fazes parte de mim, mesmo sem saber se és a primeira ou a última peça do meu dominó."

Monday, March 15, 2010

Título.

Sabia contudo que não ia ser fácil, mas desconhecia o facto de se tornar insuportável.Os hábitos tornam até a pessoa mais fraca numa fortaleza consistente. A mudança, por outro lado, torna os fortes deveras mais fracos. Não sabia contudo, que fraco se tornava num adjectivo demasiado obsoleto quando se começa a falar em falta. Os fracos tornam-se ainda mais fracos e os fortes deixam de ser fortes e passam a ser coisa nenhuma. Sinto tantas saudades e desconhecia até ao momento, maneira mais cruel de mostrar a mim própria o quanto dói estar longe de alguém. 

Daniela. Todos os minutos.

00:25

«E quanto pesa o desejo, de voltar, de saudadiar,
Quero tocar onde dizes que dói,
Preciso de descobrir, essa saudade que torce e mói,
Alimenta, ou nos destrói..»

Neste caso destrói. Não há razões para continuar, nem para ver novos caminhos. Vejo que tudo se repete e nem tenho coragem para colocar um "Não" no que não vejo e nem sei se quero ver.

Daniela

Point of view.

Devo concordar que às vezes falta-nos a razão. Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós (...) Nunca vamos ter o amor a rir para nós. - Casa

Não me apetece fazer nada. O meu inconsciente deve ser neste momento um monte de "porcaria".  Um entorpecimento absoluto mostra-se muito simpático para comigo. Um sono que não seixa dormir e um alerta que aborrece. Estou com medo de alguma coisa e não sei o que é. Uma sensação um bocado absurda para quem tem tanta coisa para fazer -.-'.

Outro dia estúpido. Quanto mais se pensa...


Daniela.

Segredo não.

Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos.

Freud.

Não, não sei ser capaz de revelar esse segredo, mas nãos sei não mostrar que o sei. Só temo por mim sabendo que a ti, esse tipo de revelações não são necessariamente necessárias.
Esses segredos não tem qualquer valor criminal ou ético. Podem ser revelados se assim o quiser. A todo o momento ocorrem-me ideias de te mostrar o que acho, mas nunca serei corajosa como queria ser, portanto, de segredos não passam. Gostava ainda que reparasses nas pontas dos meus dedos, enrolam-se, contorcem-se e ninguém dá por elas...ou dão e fingem que não vêem. Esses segredos estão bem onde estão, por assim entendo, só não sei é esconder os meus dedos, que além de me servirem para muito...não fazem grandes figuras, nem chamam público ou espectadores. Esses segredos, bom esses segredos, são maus e só não falam por si só , porque não deixo que falem. Gostava que dissesses esses teus segredos só para eu ouvir. Poderia então sobrepôr os meus segredos com os teus, e não ficariam pontas soltas? Espero muito, que fiquem, tantas pontas soltas como as que consigo imaginar.


Daniela. Esse dia.

Justa Medida.

Qualquer um pode zangar-se, isso é simples! Mas zangar-se com a pessoa certa, na justa medida, no momento certo, pela razão certa e de maneira adquada, isso é complicado!

Aristóteles.

Vou dar continuidade ao texto quando for capaz de admitir, que estou é zangada comigo própria e não com os outros...que estou zangada aqui e agora e não amanhã e noutro sitio e várias maneiras também.

Daniela. Outro dia, ou outro tempo.