Monday, October 24, 2011

12.38

Não sei ao certo por que razão olho ao relógio sempre que quero escrever qualquer coisa. Não escrevo há muito tempo, é verdade. Não pergunto aos meus botões porque razão isso acontece, primeiro porque são botões depois porque não preciso de saber. Quando se é bombardeado por uma quantidade quase assombrosa de músicas e suas letras, facebook e suas divagações, filmes, séries, isto e aquilo, deixamo-nos levar! Ouves a "tal" música e pronto aí se têm a nossa vida num refrão. É reconfortante saber que alguém se preocupa em escrever qualquer coisa para os fracos de intelecto ouvirem; um bom exemplo sou eu. É a história do "deixa andar" tipicamente adolescente. Agora que penso nisso, discordo do que disse. Os adolescentes fazem normalmente, excepto quando os pais não o permitem ou tem vergonhas e receios, tudo o que lhes é possível. É afinal a história tipicamente adulta, que pouco pretende fazer a mais do que aquilo que pode realmente fazer.  
Nada de extraordinário posso acrescentar a meia dúzia de linhas que já escrevi, nada se passa, nada se pode passar. Mais uma contrariedade, afinal tenho algo a dizer: realmente é bem mais apetecível escrever do que dizer, se escrevêssemos tudo aquilo que queríamos dizer, as coisas (ora aí está uma palavra que retiraria desta frase, perdoem-me a prática já não é muita) fluiam de maneira diferente, as bocas não se calavam tanto, o olhos continuavam a falar é certo. As letras passavam, do que aprendi este ano ser uma massa cinzenta reunida com uma massa branca desprovida de qualquer magia ou sobrenatural,  para os dedos e dos dedos para a folha. Os olhos e boca, meros observadores e, pontuais determinantes nas conversas e discussões. 

Ficavam os olhos para aquilo que os olhos servem e as bocas para aquilo que as bocas servem. 

Olho de novo para o relógio do meu computador, 23:38. "Já chega" dizem os meus botões.

Daniela. Outro dia.

Wednesday, April 13, 2011

Vem fazer de conta

Tento ter a força pra levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nem no que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta, eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Como queremos nós ter um sorriso maior.

Casa - Da Weasel

Vale a pena?

Às vezes perguntam-me: "achas que vale a pena?" e eu, embasbacada, penso, penso outra e mais uma vez, e não sei. Sei que vale a pena estar contigo, só porque sim, porque é contigo que quero estar e de alguma maneira qualquer coisa me diz que sim. Acho que não vale a pena por ver coisas que não sei que vejo,  por atitudes,  por coisas que hoje são mínimas mas amanhã conseguem ser injustas. Acho que vale a pena? Continuo à espera de conseguir formular uma resposta para isso mesmo, até lá ainda devo ter muito que escrever sobre isso.

Wednesday, March 2, 2011

Ganha.

«Ganha com o pouco que tens e não percas por não ganhar muito. Prefere ganhar a curto prazo, instantaneamente. Ganha a longo prazo se tiveres garantias, se não tiveres, deixa que o pouco se torne muito e aí podes dizer o que já há muito foi dito: “carpe diem”...»
 daniela.
Um daqueles dias em que me apetecia escrever uma coisa qualquer.

Sunday, February 6, 2011

O amor quando se revela

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

Fernando Pessoa.

Tuesday, January 25, 2011

You are the best.

"You are the best. You are the worst. You are average. Your love is a part of you. You try to give it away because you cannot bear its radiance, but you cannot separate it from yourself. To understand your fellow humans, you must understand why you give them your love. You must realize that hate is but a crime-ridden subdivision of love. You must reclaim what you never lost. You must take leave of your sanity, and yet be fully responsible for your actions."

Gnarls Barkley, in a letter to the legendary rock critic Lester Bangs

Wednesday, October 27, 2010

Apologize.

I'm hearin what you say but I just can't make a sound.