Não sei que se passa, nem me apetece compreendê-lo. Faz muita falta aquilo que nos é ensinado desde pequenos…ou pelo menos, que me foi ensinado a mim. Acusam-me de um excesso de valores, quando a razão para que tal aconteça é exactamente a falta deles. É irónico, isso é. Tenho uma vontade imensa de deixar para trás o passado, de me despir de sentimentos e outras emoções que me parecem inúteis quando pensadas e de me rodear de explicações, sejam elas quais forem. Tento explicar-me, mas raras são as pessoas que compreendem. Não nego que é uma tarefa difícil, esta de querer deixar tudo o que é mau para trás, mas mais difícil que isso, é querer prosseguir e ter de ver a todo instante vestígios do que não vale a pena. Tenho medo que as coisas se repitam e talvez por isso ignore tanta coisa. Mas isso aí, agora percebo, acontecerá no dia em que me esquecer daquilo que não quero esquecer. O que é? Isso já não revelo a ninguém, porque quem merecia, não soube dar valor. Agora está na altura de me contradizer… Já lá vai o tempo, em que as coisas tinham um sentido delimitado e eu pensava entender cada atitude dos outros ou cada atitude minha…Era muito bom esse tempo. Mas o tempo é um filho da puta que não volta nem se repete e cada momento é único, seja ele angustiante ou perfeito. Por querer tanto algo que nunca me pertenceu, agora só preciso de esquecer-me de tudo… mas, nunca hei-de conseguir cumprir tudo aquilo que tenho para mim planeado, seja por culpa minha ou por culpa dos outros. E por isso, aqui estou, cansada com coisas que eu queria que tudo e todos já tivessem apagado. Seria como que se Alguém Muito Superior a nós, tivesse virado a página deste livro que não desejo que ninguém leia. Esse Alguém decidiu mudar-me e nem sequer se dignou a fazer-me a vontade. Fico a pensar se em algo Lhe faltei! Não sei. É nestas situações que vemos aquilo que somos, nem sei se tenho orgulho em ter feito o que fiz, não o fiz com nenhum argumento falso, fi-lo por o coração assim mandou. Se fiz bem ou mal, isso não sei. Se fiz bem… só espero ser de alguma maneira recompensada, não com nenhum tipo de sentimento ou carinho….mas com esquecimento! Se fiz bem, que me esqueça aqui e agora disto tudo que até aqui escrevi. Se fiz mal… então que me ponham à prova uma outra vez… e aí só espero aprender a lição de que “à primeira qualquer um caí, á segunda só cai quem quer”. E aí se tudo se repetir, serei mais forte do que aquilo que consigo ser. Penalizo-me por perceber estas coisas e não ser capaz de fazê-las chegar a quem precisa de ouvi-las… e depois, assim ficam as coisas por dizer… Não condeno mais erros de terceiros, sei lá eu os erros que a mim me esperam… Alguma coisa de conclusivo tiro disto… o que nos fazem só magoa se essas pessoas forem importantes para nós… São importantes na mesma, só que a confiança diminui e sentimo-nos bem mais pequenos do que aquilo que somos. E ainda assim, continuamos a querer a querer tanto, tanto.
Podia escrever muito, podia até tentar explicar toda a teoria que eu e tu (sim, tu meu amigo!) conversámos naquelas três noites. Era triste e luz estava meio tapada por lágrimas, que de pouco adiantaram, entanto era a verdadeira. Tão verdadeira que quase que me resumiste o coração e a cabeça em quatro ou cinco frases. Só no final compreendemos a derradeira questão:
Porque está afinal o coração do lado esquerdo? =|
Hipótese à parte…a resposta fica para mim e para ti, meu amigo. Fica para nós, porque quem sabe a resposta para ela... secalhar é porque já sabe mais do que aquilo que devia. Porque foste tu quem secou as minhas lágrimas, quando quem eu pensava preocupar-se, se esqueceu de mim.
Não procuro qualquer tipo de concordância de frases, nem quero que este texto seja sonoro, ou agradável ao olhar, só gostava, que nem que seja, pelas suas entrelinhas…que fosse compreendido, já que o que está por de trás dele… Isso ninguém entende. Pelos vistos, era um "tu sabes.. " que só eu sabia...
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