Saturday, March 13, 2010

Ouve-se na rádio.

Descobre-se aos poucos que não é o tempo, nem é feito de tempo. É mais o momento, o instante ou segundo. É mais o presente, que o passado ou o futuro. Descobre-se aos poucos que passa, passa deveras, e só fica aquilo que queremos que fique. Fica o bom, se o gostamos de guardar… o mau desaparece a pouco e pouco. Seja lá o vier, o que está para vir. Aprendi agora que é agora, é aqui que posso estar. Apenas sei aquilo que gosto, o que quero ou desejo. Acostumo-me tão depressa àquilo que me faz feliz. E bem sei que o tempo vai fugindo, mas nada preciso de fazer para o agarrar porque não quero nem preciso. Encontra-se assim uma calma passageira que começou em dia incerto e terminará em altura desconhecida.

Pensava eu que era apenas o momento ou o instante. Mas não está certo. Descobre-se aos poucos que afinal não é só o momento ou instante…acrescenta-se ainda aquilo que um dá a outro. Procura-se assim algo mútuo em que ambos puxam por alguma coisa. É talvez isso ou algo parecido. Diz assim o que se ouve na rádio: “ Tens a minha mão aberta à espera de se fechar “. E assim é. 

Daniela.

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