Quando estamos tristes, muitas vezes, a nossa vontade é fazer alguma coisa que nos liberte, que damos por nós, a tentar que algumas palavras apareçam na nossa cabeça para que consigam explicar um pouco de qualquer coisa, sabe-se lá porque motivo ou razão…
Quando estamos tristes, geralmente gostamos de escrever mas as lágrimas desfocam-nos a vista e alastram-se, implacavelmente na nossa folha, misturando a tinta preta ao papel…dissimulando as palavras e abrindo espaços entre as letras...
Quando estamos tristes, e nos faz falta alguém que oiça e consinta o que lhe dizemos, tentamos escrever algo, e por muito que nos esforcemos, as palavras tornam-se prisioneiras da nossa mente, e parece que não sabemos como escolhê-las...
Quando estamos tristes, o texto não se expande, é apenas um aglomerado de palavras que são alternadamente molhadas e enxugadas pelos nossos desassossegos e, ainda assim quando são relidas parece que o seu efeito é ainda pior do que aquele que pretendíamos...
Quem o diz, compara-as metaforicamente, pois elas parecem conseguir arrancar um pouco do alento que ainda resta dentro de quem as desenha. São um pózinho do que sentimos seguro a um minúsculo texto de quatro ou cinco linhas que é feito quando coisa nenhuma está bem, quando todos nos parecem incertos.
Se estamos tristes e a única coisa que sabemos fazer é tentar camuflar a tristeza em vocábulos e conceitos que nem as nossas mãos sabem escrever… Então é aí, é aí que reside o nosso problema. Porque enquanto a soubermos descrever… estamos nós bem.
Preciso de ti, por saber que sem ti, fico triste.
daniela, 18 de fevereiro de 2009
Quando estamos tristes, geralmente gostamos de escrever mas as lágrimas desfocam-nos a vista e alastram-se, implacavelmente na nossa folha, misturando a tinta preta ao papel…dissimulando as palavras e abrindo espaços entre as letras...
Quando estamos tristes, e nos faz falta alguém que oiça e consinta o que lhe dizemos, tentamos escrever algo, e por muito que nos esforcemos, as palavras tornam-se prisioneiras da nossa mente, e parece que não sabemos como escolhê-las...
Quando estamos tristes, o texto não se expande, é apenas um aglomerado de palavras que são alternadamente molhadas e enxugadas pelos nossos desassossegos e, ainda assim quando são relidas parece que o seu efeito é ainda pior do que aquele que pretendíamos...
Quem o diz, compara-as metaforicamente, pois elas parecem conseguir arrancar um pouco do alento que ainda resta dentro de quem as desenha. São um pózinho do que sentimos seguro a um minúsculo texto de quatro ou cinco linhas que é feito quando coisa nenhuma está bem, quando todos nos parecem incertos.
Se estamos tristes e a única coisa que sabemos fazer é tentar camuflar a tristeza em vocábulos e conceitos que nem as nossas mãos sabem escrever… Então é aí, é aí que reside o nosso problema. Porque enquanto a soubermos descrever… estamos nós bem.
Preciso de ti, por saber que sem ti, fico triste.
daniela, 18 de fevereiro de 2009
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