Como é agora tão complexo distinguir o bom do mau, o directo do indirecto ou o perfeito do imperfeito. A visão é algo essencial mas desleal. Que me dizem os meus olhos? Mostram-me a realidade ou algo que dela advém e não é real? Como posso saber se eles nada acrescentam àquilo que contemplam? Que sexto sentido é este que me deixa desorientada? Que intuição é esta que não me ajuda em tarefas tão cruciais como dizer sim ou não? Que falha é esta a que me sujeitei? Que falha é esta que torna as coisas desfocadas um pouco menos nítidas? Que indistinto e indecente sentimento é este que me dissocia ao meio, obliquamente, sem dó nem enternecimento? Que desnível é este? Se estranho é definição de alguma coisa, então que estranha sensação é esta? Se debaixo das escadas estou por que é que me sinto como se estivesse acima de tudo? Se no cimo de algo estou, então por que é que me sinto como se estivesse debaixo das escadas? Por que razão nos tornamos fragmentos do que fomos se nos fizeram inteiros em carne e alma? Porque razão será tão difícil de juntar tudo num só? E se jogar todos os bocadinhos fora? Tudo volta ou fico sozinha? Que sensação é esta de estar no caminho com mapa e bússola e sentir-me perdida? Que constante perguntar é este? Que poemas incompreensíveis e absolutamente vagos são estes a fazerem-me sentido cabeça? Que mudanças são estas que eu não consigo acompanhar? Que situação é esta de procurar e não encontrar? Que fim tem isto tudo? A sorte é que vivemos de risos, sorrisos, diversão e amizade, que de resto o que nos ocupa a mete é muito encruzilhado para que nos consigamos concentrar só nisso. Que extenuante vontade é esta de querer saber tudo e não saber nada?
Que sorte é esta que se junta ao amor para nos fazer perder o jogo?
Que entediante falta de controlo é esta? Não temos respostas, temos dúvidas. Não temos tudo, mas temos vontade. Que dor é esta que não passa? Que (simplicidade) complicada.
Daniela. Um dia desses, um diferente de todos os outros.
Que sorte é esta que se junta ao amor para nos fazer perder o jogo?
Que entediante falta de controlo é esta? Não temos respostas, temos dúvidas. Não temos tudo, mas temos vontade. Que dor é esta que não passa? Que (simplicidade) complicada.
Daniela. Um dia desses, um diferente de todos os outros.
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